É aí que se revela a chamada “armadilha do neoextrativismo”, como especialistas têm chamado o modelo de crescimento baseado na exploração intensiva de recursos naturais, com baixo valor agregado, que garante ganhos de curto prazo, mas perpetua dependência externa, baixa produtividade e atraso tecnológico. Sem diversificação produtiva, os ganhos imediatos convivem com estagnação de longo prazo. Falta uma agenda consistente para elevar a produtividade, integrar o Brasil às cadeias globais de valor e converter recursos naturais em prosperidade sustentável. Sem enfrentar escolhas difíceis, o Brasil seguirá rico em recursos naturais, mas pobre em estratégia. A armadilha do neoextrativismo permanecerá aberta, e o futuro, mais uma vez, deixado para depois.
Source: O Estado de S. Paulo February 14, 2026 18:02 UTC