Ao assistir pela televisão à abertura dos Jogos Olímpicos, pensei na grade dourada do palácio de Versalhes. De Luís Felipe, de Luís 18, de Luís 15, de Luís 14, de Luís 13? Houve época em que se imaginou esse brasileiro como melancólico, outra como cordial, ou ainda como malandro alegre, barroco, dionisíaco, mestre das gambiarras. Havia ali uma pequena réstia, simpática, com os Atletas Olímpicos Independentes, desfazendo as fronteiras e os desenhos dos territórios. Lembro a frase admirável de Lobato em um livro infantil: "A humanidade forma um corpo só".
Source: Folha de S.Paulo August 21, 2016 05:06 UTC