Dois empresários que estiveram recentemente com Temer disseram à Folha que o governo recuou diante de todas as corporações que até aqui reagiram contra medidas propostas pelo governo. Para um assessor presidencial, Temer exibiu até aqui sua habilidade para a conciliação política, mas está disposto a contrariar interesses depois que assumir a Presidência em caráter definitivo, se for necessário. Temer também pretende mudar sua relação com o Congresso e os principais partidos da sua base, abrindo espaço para que o PSDB e o DEM tenham maior protagonismo. O governo também deve apresentar logo após o impeachment seu programa de privatizações e concessões, além de medidas regulatórias para estimular investimentos. Se o Congresso aprovar as medidas propostas por Temer, a equipe de Meirelles aposta que o país poderá crescer quase 4% em 2018, último ano do mandato de Temer.
Source: Folha de S.Paulo August 22, 2016 04:52 UTC