Estamos há dias vendo a terra por dentro, sentindo seu magma impiedoso, suas raízes ainda cheias de sólidas desvirtudes humanas. "Pai, escreve lá no jornal que o pai da Geni também era um grande parceiro dela. À medida que líamos juntos as crônicas de "Leite do Peito", fui percebendo que os efeitos para mim e para Elis, a minha menina, eram completamente diferentes e, de certa forma, complementares. Brotávamos água juntos naquela terra seca, bem distante dessas fotografias atuais cheias de azul. Dar "Leite do Peito" para um filho, aos 51 anos, exige aguentar fisgadas no coração diante de relatos tão crus de violência que até hoje normalizamos, negamos e enfeitamos com iniciativas inclusivas de araque.
Source: Folha de S.Paulo April 07, 2026 23:26 UTC