Há muitas formas de desaparecer, física e espiritualmente, como aponta Nara Vidal nos contos de “Mapas para desaparecer”: ausência, anulação, indigência, disfarce, extravio etc. Na ficção da autora, porém, nada se esvai rapidamente, nem fica restrito a uma só forma de desaparição. Parece que são elas, mais do que os homens, que ainda tendem a desaparecer na sociedade do século XXI. JJ Bola: 'Recusa de homens a usar máscara resume masculinidade tóxica', diz escritor britânicoEm “A morte do caixeiro viajante”, as tentativas de esvanecimento são muitas. Ela representaria uma boa parcela das pessoas que, no Brasil, entram e saem pela porta dos fundos, pelo elevador dos fundos, vivem em quartinhos de fundo... locais de desaparecimento.
Source: O Globo February 20, 2021 06:33 UTC