“O passar do tempo, porém, não diminuiu a importância da peça”, observa o encenador Paulo de Moraes. “Aquele retrato do final do século 20 revela ainda uma realidade esmagadora diante do colapso em que o mundo se encontra hoje.”Junto de sua trupe, a Armazém Companhia de Teatro, Moraes assumiu a hercúlea tarefa de montar as duas partes de Angels in America. “Mas foi no início de 2018 que realmente começamos a estudar o texto”, continua Moraes, surpreendido pela atualidade da escrita de Kushner. Na peça, Cohn, já agonizante, é assombrado pelo fantasma de Ethel (outro papel assumido por Patricia Selonk). “É um dos fascínios do teatro: promover um ajuste de contas imaginário”, comenta Thiago Catarino, que vive o enfermeiro Belize e constata a morte do advogado.
Source: O Estado de S. Paulo April 22, 2019 06:00 UTC