BERLIM — Trinta anos depois de Helmut Kohl assinar a reunificação da Alemanha, a chanceler Angela Merkel, que tem uma foto do antecessor pendurada na parede do gabinete, testemunha um novo tipo de união: a de eleitores que rejeitam o populismo da extrema direita e se inclinam para o centro, onde, no espectro político, está a União Democrata Cristã (CDU), o partido da chanceler. Graças à integração de uma multidão de refugiados ao mercado de trabalho alemão e à boa gestão da pandemia da Covid-19, Merkel, que parecia ofuscada pela oposição acirrada da ultradireita, agora surge com potencial de, no ano que vem, eleger um sucessor de seu partido. Criado em 2013, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) angariou eleitores com o discurso anti-imigração e, dois anos depois, elegeu a terceira maior bancada do Parlamento. A popularidade de Merkel despencou. Leia a reportagem completa aqui.
Source: O Globo October 03, 2020 07:52 UTC