BRASÍLIA - Com a dívida em alta e prazos cada vez mais curtos para se financiar no mercado, o Tesouro Nacional reforçou o alerta de que é preciso acelerar as reformas para manter a confiança dos investidores e os juros baixos. As manobras foram classificadas de pedalada e drible ao teto de gastos. Nos cálculos do órgão, o teto significará uma redução da despesa primária em cerca de 2,5 pontos porcentuais do PIB até 2016 – a partir de um déficit de 3% do PIB no ano que vem. A contribuição pelo lado da receita seria, segundo o Tesouro, no sentido de uma ampliação da base de arrecadação com reformas que visem ao aumento de produtividade da economia brasileira, ou ainda pela melhoria da qualidade do gasto tributário. A dívida bruta chegou a 86% do PIB ao final de julho, num aumento de mais de 10 pontos percentuais do PIB sobre o fechamento de 2019, e pode chegar a 94% do PIB até o fim do ano.
Source: O Estado de S. Paulo September 29, 2020 17:48 UTC