Assim, o desastre vai além da produção e do emprego e se expressa também em grandes quedas da produtividade. Como mostraram Fernando Veloso e colegas (no Portal FGV), a produtividade por hora trabalhada, entre 2013 e 2018, caiu 0,4% ao ano na média do País, 0,9% ao ano na indústria de transformação, 2,9% ao ano na construção civil e 1,5% ao ano nos serviços. Não sem surpresa, o único setor a continuar a ter uma evolução positiva foi a agropecuária, no qual a produtividade cresceu robustos 7,1% ao ano, ou 41% acumulado no período. Parte da queda de produtividade decorre da subutilização de capital e será recuperada quando o crescimento voltar. A queda da produtividade em outros serviços (-2,4% ao ano) e no setor de transportes (-2% ao ano) vem diretamente desse processo de precarização, que vai levar tempo para ser superado.
Source: O Estado de S. Paulo December 29, 2019 07:52 UTC