Acordar cedo, pôr mochila às costas e sair andando e andando e andando e andando de vilarejo a cidade, de cidade a povoado, de povoado a aldeia. Descortinando o infinito, ou, pelo avesso, adivinhando ovelhas invisíveis na cerração, que só se percebem pelo barulho dos sinos que levam ao pescoço. Nós, que nos contentamos em viajar sobre rodas ou asas, e que não entendemos o que pode levar alguém a andar tanto de livre e espontânea vontade, nos perguntamos, algo perplexos: mas ainda há o que escrever sobre o Caminho? A questão é que o Caminho de Santiago, como qualquer outra viagem, nunca é o mesmo, e nunca se esgota. Vai ser fácil encontrar a gente — os links estarão nas nossas redes sociais e nas páginas da livraria.
Source: O Globo October 01, 2020 07:30 UTC