Buenos AiresBloqueios de ruas e passeatas pelas ruas de Buenos Aires que se juntaram em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino, antecederam o primeiro ato da greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) contra as políticas econômicas do governo do presidente Mauricio Macri. Havia pedidos dos sindicalistas aos congressistas e governadores peronistas moderados (os não-kirchneristas), que até agora seguem apoiando o governo de Macri, porém sob forte pressão de sua base eleitoral. Os trabalhadores também protestaram contra a ideia de voltar a discutir, ainda que de forma “fatiada”, uma reforma trabalhista, que incluiria flexibilização dos contratos. “Não vamos abrir mão de conquistas de tantas décadas”, disse o líder da CTA, Hugo Yasky. Já Dante Sica, de Trabalho e Produção, disse que “isso tem impacto na vida dos trabalhadores que não necessariamente querem fazer greve, colocam uma trava na economia argentina”.
Source: Folha de S.Paulo September 24, 2018 22:07 UTC