Talvez por isso tenha enveredado pelo jornalismo e pela literatura, pela docência e pela emigração. Inteligentíssimo, o acadêmico faz mil observações sobre a vida, a espiritualidade e, enfim, sobre o chá que o monge prepara à sua frente. E serve, e serve, a sorrir, em silêncio, até que a xícara, sem um milímetro de espaço vazio, começa a transbordar. Precisamos de espaço não só para acrescentar coisas novas, estudar, descobrir, mas também para aproveitar as coisas que já conhecemos. Não é que eles não queiram estudar, é que não parecem sentir tesão por muita coisa.
Source: O Estado de S. Paulo May 26, 2021 22:07 UTC