Sem esse instrumento de negociação, as discussões pouco têm evoluído, reduzindo as perspectivas de se corrigir distorções do sistema tributário com ganhos de crescimento potencial decorrentes da aprovação de uma reforma. Para Funchal e Bittencourt, as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) 45 e 110 de reforma tributária não avançaram porque esbarraram em potenciais perdas de receitas. Embora a média da dívida brasileira tenha sido 27,5% menor que a dívida média dos países avançados, a diferença vem caindo ao longo do tempo. Para eles, a discussão do efeito da dívida sobre o crescimento é um tema central hoje na pauta econômica, mas a questão fiscal não se resume à solvência das contas públicas. E, sim, à criação de um ambiente propício ao desenvolvimento, com menor dívida pública.
Source: O Estado de S. Paulo January 10, 2022 17:22 UTC