O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou um empresário de 71 anos a 14 anos de prisão. Entre os 41 passageiros do tal ônibus, só um foi identificado nos atos. Entre o gesto inicial e a condenação final, há só uma cascata de inferências que se sustentam umas nas outras. Centenas de manifestantes que acamparam em frente aos quartéis receberam ordens de prisão em massa, com denúncias industrializadas, sem individuação. Um sistema que pune por associação, presume intenções sem prova, iguala condutas distintas e instrumentaliza penas para dar castigos “exemplares” ou “pedagógicos” não está fazendo justiça, só justiçamento.
Source: O Estado de S. Paulo April 11, 2026 07:58 UTC