Esse episódio é um entre muitos que Wynn-Williams conta no seu ótimo livro de memórias Careless People: a Cautionary Tale of Power, Greed, and Lost Idealism, lançado em março nos Estados Unidos pela editora Flatiron Books. A autora trabalhou na empresa entre 2011 e 2017, mantendo uma relação próxima com Zuckerberg. Seu livro é um dos melhores registros – com documentação farta, incluindo e-mails e mensagens – sobre como o Facebook, que depois iria se tornar o conglomerado Meta, usou seu poder para lucrar em cima da privacidade e da liberdade de seus usuários e da polarização entre eles. A narrativa é um mergulho no sistema operacional de Zuckerberg em busca do lucro: mentiras no Congresso americano; promessas ao governo chinês de expor dados sigilosos dos usuários; conivência com o genocídio étnico em Mianmar, entre outros casos. A autora conta também como uma denúncia sua de assédio sexual não deu em nada, e sobre a ajuda do Facebook à campanha de Donald Trump, em 2016.
Source: Folha de S.Paulo January 12, 2026 22:19 UTC