Maria Hermínia Tavares / Folha de S. PauloDiferentes chefes de governo têm se envolvido com menos ou mais apetite na política externa de suas nações. No primeiro caso, o intelectual que vencera a hiperinflação bancava a disposição do país de abrir sua economia e aproveitar as oportunidades criadas pela globalização. Em benefício de uma política externa com metas e meios definidos, acumularam vasta milhagem para se fazer presentes em foros mundiais ou cultivar os interesses bilaterais. Ambos foram ainda à Rússia, parceira comercial de certa monta e, como o Brasil, membro fundador da coalizão dos Brics. Na melhor das hipóteses, seu beija-mão a Putin renderá ao Brasil benefícios semelhantes aos da incursão a Nova York de seu secretário da Cultura, Mario Frias —para encontrar dois produtores da Broadway e um astro do jiu-jitsu.
Source: Folha de S.Paulo February 18, 2022 01:49 UTC