2016 Minhas tardes com Zygmunt Bauman Por Renato Essenfelder Sou, com Bauman, um pessimista no sentido de que acho que um macaco com um smartphone luxuoso é ainda um macaco, que um homem com um perfil popularíssimo é ainda um homem, e que macacos e homens são animais perigosos e imprevisíveisarte: loro verz»Como um zumbi inconformado, 2016 vem e nos puxa o pé ainda molhado das sete ondinhas do Réveillon. Em comum com Bauman tenho um certo ceticismo. Certamente as razões para o pessimismo são, em Bauman, compreensíveis. Redes em que bilhões de pessoas substituem, na visão do sociólogo, a ideia de comunidade pela de conexões passageiras e fúteis. Sou, com Bauman, um pessimista no sentido de que acho que um macaco com um smartphone luxuoso é ainda um macaco, que um homem com um perfil popularíssimo é ainda um homem, e que macacos e homens são animais perigosos e imprevisíveis, que não se conhece nem define por cliques.
Source: O Estado de S. Paulo January 09, 2017 20:58 UTC