São PauloO ex-juiz Sergio Moro usou as prisões preventivas decretadas nos anos em que conduziu a Operação Lava Jato para angariar apoio da opinião pública às investigações sobre corrupção e incentivar confissões, de acordo com um estudo acadêmico minucioso sobre sua atuação no caso. O estudo do advogado mostra que a maioria das decisões apontou o risco à ordem pública como fundamento para as prisões. Conforme o levantamento de Chaves, 62 das 65 decisões analisadas, que atingiram 99 investigados, apontaram riscos à ordem pública como justificativa para a prisão preventiva. Em outros 18 casos, ele apontou a possibilidade de fuga do país, o que impediria a aplicação da lei. Moro deixou a magistratura no fim de 2018 para ser ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro.
Source: Folha de S.Paulo March 30, 2022 17:24 UTC