Uma semana depois dos idos, o Rio ficou ao mesmo tempo sem governador, prefeito, chefe de polícia e secretariado. Em "Águas de Março", obra-prima da canção popular, depois de avaliar pau, pedra e o fim do caminho, Tom Jobim conclui que "é a lama / é a lama". Metáfora adequada ao Rio de agora, um vórtice perigoso, com seus afluentes. A percepção nacional que sempre se teve do Rio de Janeiro era de ordem política e cultural, não econômica. Tom Jobim está coberto de poesia e razão: "É a lama / é a lama".
Source: Folha de S.Paulo April 12, 2026 03:18 UTC