Depois, para uma etapa qualitativa, os pesquisadores conversaram com grupos formados por jovens moradores de favelas, jovens brancos, entregadores, motoristas de aplicativos, mulheres e policiais militares. Mostra ainda que quase um quinto dessas pessoas (17%) já foi abordado mais de dez vezes na vida, percentual que dobrou nessas quase duas décadas. “Quando entrevistamos jovens negros de favelas a gente percebe. Para exemplificar, o estudo traz algumas falas de jovens que participaram: “Dia que não sou parado, chego em casa e acho até que aconteceu algo estranho”, diz um entregador. Enquanto praças negros da PM definem as abordagens com as palavras “eficiência”, “trabalho”, “risco” e “essencial”, jovens brancos e negros falam em “medo“, “corrupção”, “raiva” e “ranço”.
Source: Folha de S.Paulo February 15, 2022 13:52 UTC