Quando as regras eleitorais e de processo decisório favorecem o acesso de grande número de partidos ao Congresso, diferentes interesses passam a ter representatividade política. O custo dessa pluralidade representativa é a maior dificuldade do Executivo para formar maioria parlamentar estável e aprovar seus projetos. O sistema brasileiro está no extremo disfuncional da representatividade, com quase 30 partidos no Congresso. Isso decorre da facilidade para criar partidos, da inexistência de cláusula de barreira e da possibilidade (que existia até a eleição passada) de coligação em eleições proporcionais. Ficaria mais fácil, para o governo eleito ou reeleito em 2022, montar uma coalizão majoritária com poucos partidos e recolocar as reformas nos trilhos.
Source: Folha de S.Paulo February 01, 2020 05:26 UTC