Como no pós-guerra, também há os “refugiados” da pandemia, que retornam aos poucos para reencontrar os que ficaram e recomeçar a vida. A crise encolheu a comunidade brasileira na cidade, que antes tinha cerca de 60 pessoas e hoje está com apenas 11. Nenhum dos 34 brasileiros que foram resgatados em aviões da FAB no início de fevereiro retornou à cidade. Há cinco anos vivendo em Wuhan, onde tem uma academia, o potiguar achou menos assustador enfrentar o epicentro da pandemia que voltar à insegurança do Brasil. Impossibilitada de voltar para casa no outro lado da cidade, ficou presa com Rodrigo durante todo o período de isolamento.
Source: O Globo November 28, 2020 16:52 UTC