Escreveu ele:“Enfim, eleger Bolsonaro não é necessariamente sinônimo de sepultar a democracia, mas esse é um território no qual é melhor não brincar. Mesmo que ele não chegue a adotar nenhuma medida que rompa com a ordem constitucional, tende a fazer um belo estrago nas instituições". Que cerca de 40% do eleitorado, segundo as pesquisas que simulam o segundo turno, se disponham a votar em um candidato que se gaba de defender comportamento tão vil é, desde já, o estrago causado por Bolsonaro, ganhe ou não a eleição. Sinal, de resto, que está sendo dado em várias partes do mundo, até mesmo nos Estados Unidos, que sempre se gabaram de serem campeões mundiais da democracia. Para o establishment político, quase todo perplexo, era um inconveniente a ser superado, e não a se adequar.
Source: Folha de S.Paulo September 25, 2018 14:26 UTC