Em alguma circunstância da vida você se sujeitaria à tentação de corromper – ou ser corrompido – no ambiente de trabalho, em qualquer nível? Vale dizer que – por uma questão de princípio – a incorruptibilidade corporativa independe do tamanho ou do valor do desvio. Talvez a explicação mais convincente – e particularmente didática – esteja inserida no triângulo da fraude, hipótese cunhada por Donald Cressey em 1953, que busca explicar atos de fraude corporativa a partir da coexistência de três elementos: pressão, oportunidade e racionalização. Pela teoria da ganância ou ambição excessiva, fraudes corporativas podem ser explicadas pelo excesso de ganância ou ambição individual, levando decisões executivas ao limite da ética e da legalidade. A teoria da falta de autocontrole explica porque algumas pessoas iniciam com pequenas concessões éticas no cotidiano profissional e simplesmente não conseguem interromper o ciclo vicioso.
Source: O Estado de S. Paulo May 17, 2021 08:03 UTC