Por causa do baixo quórum, em decorrência do feriado, as lideranças governistas negociaram a inclusão de várias emendas apresentadas por parlamentares do PT, para viabilizar a votação. O programa foi criado em 1999, pelo governo Fernando Henrique Cardoso e ampliado pelo governo Lula, que afrouxou suas regras, chegando a oferecer crédito farto e barato inclusive a estudantes oriundos de famílias de média e alta renda. Àquela altura, muitas universidades privadas chegaram a recomendar a alunos de classe média que, como a taxa de juros do Fies era baixa, assinassem um contrato de financiamento estudantil e aplicassem suas poupanças no mercado financeiro, desfigurando com essa proposta o caráter social do Fies. Foi por isso que sofreu a oposição não só das universidades, mas também de partidos como o PT, PDT, PCdoB e PSOL. A MP n.° 785 terá de passar pelo Senado até o próximo dia 17 e, se for aprovada, como espera o governo, o novo Fies terá um controle mais severo e recuperará seu caráter social.
Source: O Estado de S. Paulo November 06, 2017 04:52 UTC