Trata-se também de lançar luz, a partir de seu trabalho, sobre o valor da preservação da memória e do acesso à informação como bases para a construção de um futuro mais auspicioso para o País. Sob sua gestão, o Apesp ganhou posição destacada entre os interesses do Estado. Dotado da rara capacidade de materializar o espírito público, Bacellar demonstrou, na prática, que arquivos não são colônias de traças, mas centros de cidadania, transparência e memória. Ali, como depois no Apesp, Bacellar provou que preservar a memória é condição indispensável para a vivacidade de uma sociedade democrática. O futuro de uma sociedade que maltrata sua própria memória jamais será promissor.
Source: O Estado de S. Paulo March 24, 2026 01:41 UTC