Segundo os investigadores, foi identificada a participação de um auditor fiscal da Receita, um empresário, um contador e um advogado falecido em 2016. Em delação, a JBS afirma que pagou cerca de R$ 160 milhões em propina para agilizar a liberação de ao menos R$ 2 bilhões em crédito tributário, pedidos de ressarcimento de PIS/Cofins, de 2004 a 2015. O esquema para liberação de créditos foi descrito em depoimento de Valdir Aparecido Boni, executivo da JBS, em maio de 2017. "Dos R$ 160 milhões, são R$ 20 milhões em notas fiscais, R$ 40 milhões em dinheiro e aproximadamente R$ 100 milhões via terceiros, provavelmente um doleiro, que fiquei sabendo que era feito por um doleiro", disse Boni. Em 2016 e 2017, Davi Mariano teria recebido R$ 20 milhões da empresa em troca do "serviço".
Source: Folha de S.Paulo December 11, 2017 12:11 UTC