Qualificando-o de "julgamento político", embora o mesmo não esteja previsto na Carta Magna, os deputados também acordaram em convocar Maduro para a sessão da próxima terça-feira, para que "se submeta ao escrutínio do povo" e responda às acusações. O constitucionalista José Ignacio Hernández destacou à AFP que embora um julgamento político não esteja expressamente previsto na Constituição, a figura de "responsabilidade política" está. O conflito político se intensificou após a suspensão, em 19 de outubro, do referendo revogatório contra Maduro, em um país que sofre com uma severa crise econômica, grave escassez e uma inflação que o FMI estima em 475% para este ano. Durante a marcha desta terça-feira, Maduro anunciou que irá pessoalmente à ilha Margarita para a instalação do diálogo com a oposição. Enquanto isso, Maduro afirmou que para o governo interessa que a oposição abandone o "caminho do golpismo" e respeite os poderes públicos.
Source: Zero Hora October 25, 2016 22:41 UTC