A Unidos de Vila Isabel, por exemplo, foi a campeã em 2013 na carona de uma apresentação que versava justamente sobre o tema. O samba-enredo naquela ocasião, ganhador do Estandarte de Ouro, integra o set list das melhores rodas de bambas cariocas. Ora, democrática e inclusiva por essência, a festa do carnaval abraça a diversidade, sem censura, encantada por ritos e ritmos de gênese africana. Inegavelmente, o enredo da Imperatriz, a primeira agremiação do Rio a criar um departamento cultural para pensar o legado dos desfiles, põe o dedo na ferida de um problema que é real, mas sem detratar qualquer setor. Muito pelo contrário: está preocupada com a transmissão de saberes e brasilidade, característica inerente ao processo de formação e transformação do espetáculo.
Source: O Globo January 18, 2017 02:00 UTC