Trata-se de uma tragédia anunciada sobre a qual as autoridades públicas não podem alegar surpresa ou falta de aviso. Os peritos do Mecanismo constataram que o complexo abrigava 697 presos a mais do que a capacidade. O documento destacou o fato de o Compaj contar com agentes de uma empresa privada, a Umanizzare, para fazer a segurança do local. Até mesmo a ONU já havia alertado o governo brasileiro, em novembro de 2016, sobre o risco de mortes no Anísio Jobim. É inadmissível que o poder público seja incapaz de garantir a vida e a integridade física de pessoas sob sua custódia e de oferecer condições dignas para o cumprimento da pena.
Source: Folha de S.Paulo May 28, 2019 01:41 UTC