Dez anos depois do primeiro reconhecimento judicial de uma união poliafetiva no Brasil, o tema deixou de ser exceção para ganhar espaço no cotidiano. Entre buscas na internet, relatos nas redes sociais e discussões cada vez mais abertas, as relações não monogâmicas começam a ocupar um lugar mais visível, e menos tabu, no país. As buscas por "poliamor" no Google Brasil cresceram 340% entre 2019 e 2025. Hoje, mais de 2,1 milhões de pessoas no país se identificam com relações não monogâmicas éticas, aquelas em que há acordo e transparência entre todos os envolvidos. Nas redes poliafetivas, essa carga é distribuída — e isso tem um valor prático e psíquico enorme", explica Wantuir Rock, sexólogo e psicólogo.
Source: O Globo April 04, 2026 05:19 UTC