Por Luiz Carlos Adami* — O Brasil ocupa posição de destaque no mercado global de ouro, figurando entre os maiores produtores do metal. Ao contrário, os efeitos da extração ilegal de ouro são amplamente conhecidos, reiteradamente documentados e objeto de sucessivas iniciativas normativas e fiscalizatórias. A extração ilegal de ouro consolidou-se como vetor relevante de degradação ambiental na Amazônia e de instabilidade institucional. A COP30, nesse sentido, funcionou como marco político-simbólico que ampliou a pressão por respostas estruturais no campo da governança ambiental e mineral. A continuidade da extração ilegal e das fragilidades no comércio de ouro no Brasil revela um descompasso estrutural entre ambição normativa, capacidade institucional e efetividade regulatória.
Source: Correio Braziliense February 19, 2026 07:25 UTC