BANGLADESH — O mês era junho e os recém-casados haviam deitado juntos em casa, no Oeste de Mianmar. A mulher, uma muçulmana rohingya que concordou em ser identificada por sua inicial, F, sabia o suficiente para ter medo. Enquanto o marido de F foi preso com uma corda, arrancaram suas roupas e joias e logo o primeiro soldado começou a estuprá-la. Os soldados ainda arrastaram o corpo nu de F para fora da casa, e incendiaram a construção de bambu onde vivia. A ONU chamou os rohingyas de "minoria mais perseguida na Terra", com Mianmar negando-lhes a cidadania e os direitos básicos.
Source: O Globo December 11, 2017 17:22 UTC