Como vencer um debate sem precisar ter razão e Como mentir com estatísticas são obras que poderiam servir de manuais para o debate político no Brasil atual. No nosso país, o voluntarismo ideológico e a radicalização política estão mais para o embate do que para o debate; mais para o “gritálogo” do que para o diálogo; mais para o confronto belicoso do que para a discussão civilizada. E quando se trata da agenda de reformas, as forças dos contrarreformas afrontam o interesse nacional. No caso da reforma da previdência, nega-se o “mundo como um conjunto de fatos”. Tudo mais é a dialética do cinismo.
Source: O Globo December 10, 2017 03:10 UTC