Para rechaçar o negacionismo, compete, pois, falar da realidade e os efeitos concretos da “reforma” estão todos aí e não podem ser simplesmente desconsiderados ou retoricamente destruídos. Para uma cronologia mais precisa do que a “reforma” produziu vide o texto “Sobre modernização das relações de trabalho”, disponível em: https://www.jorgesoutomaior.com/blog/sobre-modernizacao-das-relacoes-de-trabalho-altos-estudos-pacotes-e-o-percurso-consciente-em-direcao-a-barbarie). Resumidamente, desde a edição da “reforma”, a renda dos trabalhadores só vem diminuindo1 e o lucro das grandes empresas aumentando2, mesmo durante a pandemia3. A realidade incontestável que se apresenta como efeito da “reforma” trabalhista é a do aumento do desemprego e da informalidade, além da consequente retração econômica. *Jorge Luiz Souto Maior é professor de direito trabalhista na Faculdade de Direito da USP.
Source: Folha de S.Paulo January 12, 2022 20:26 UTC