Afirmar que ninguém é vítima de um crime porque deseja isso para si mesmo é óbvio, mas vivemos tempos em que o óbvio precisa ser repetido estratégica e incessantemente. Mas o que não parece tão óbvio assim é que estamos nos autorreferenciando como invencíveis e intransponíveis ao julgarmos a fragilidade alheia. A ideia de que somos menos vulneráveis é utópica e um tanto arrogante – quase uma "egotrip". Estelionato emocional, catfishing, falso namoro e sextorsão são apenas alguns dos tipos que atingem mais mulheres do que homens. Mas os homens não estão imunes: é só lembrar do caso do italiano que, durante 15 anos, foi enganado por uma mulher que se passava pela modelo brasileira Alessandra Ambrosio.
Source: Folha de S.Paulo February 10, 2022 12:22 UTC