Em comum, os dez homens e mulheres nomeados acima enfrentaram o calvário de uma prisão injusta. O número verdadeiro, contudo, tende a ser muito maior, já que os erros policiais não são reconhecidos oficialmente e apenas vêm a lume pelo trabalho da imprensa. A maior parte das injustiças detectadas (67%) ocorre por falhas grotescas nos processos de reconhecimento e identificação de suspeitos, muitas vezes realizados em desacordo com a lei ou fruto de desleixo da investigação. Embora a deliberação da corte constitua um avanço, o reconhecimento de suspeitos deveria, de preferência, ser corroborado pela coleta de elementos de prova mais confiáveis, como o DNA. Cumpre evitar que se repitam histórias como as de Eugênio, Paulo, Aldeci, Barbara, Eridan, Luiz, Daniele, Vinícius, Márcia, Leonardo e tantos outros injustiçados de carne e osso, nome e sobrenome.
Source: Folha de S.Paulo May 28, 2021 02:15 UTC