O que chama a atenção, no nosso entender, no caso de Bolsonaro, é o fato de ser um militar reformado e de uma patente intermediária no corpo de oficiais. Novamente comparando com o período de democracia a partir de 1945, tem-se o seguinte quadro. Juscelino que assume a presidência plena após o trauma do suicídio de Vargas vinha de uma experiência bem sucedida no governo de Minas Gerais. Para uns, o candidato é “incivilizável”, para outros ele terá que “se civilizar”, se submeter às instituições (as regras). Se não, da presença constante de estados de natureza (milícias, grupos paramilitares, grupos de extermínio, ausência do Estado como árbitro de conflitos, etc), um retrocesso sem sombra de dúvida.
Source: O Estado de S. Paulo October 19, 2018 15:44 UTC