Como costuma acontecer no universo político, o governo espera passar as eleições para trabalhar. O ano recomeçará amanhã no Planalto com uma ampla agenda de reformas à espera do presidente Jair Bolsonaro. Na prática, considerando que 2022 será inevitavelmente contaminado pela campanha à reeleição, o ano que vem será o último para presidente e equipe mostrarem serviço, já que, até agora, pouco fizeram. A primeira é vital por dar instrumentos à administração pública para conseguir gerir este momento de crise fiscal aguda. Bolsonaro deve, contudo, apostar suas fichas na outra emenda, porque a extinção dos fundos públicos criados por atos infraconstitucionais liberaria, pela estimativa do governo, entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões para outras despesas.
Source: O Globo November 29, 2020 03:00 UTC