Anestesiados pelas transferências que a União fez para socorrê-los na pandemia e – graças aos estímulos do auxílio emergencial – bem menos impactados nas suas receitas próprias do que se esperava, Estados surfam hoje uma onda irreal. Mas o desequilíbrio persiste em todos e só será resolvido por meio de reformas profundas na estrutura de despesas e receitas dos Estados. O pouco que se avançou virou letra morta. Aprovou-se, com a devida celeridade, um socorro que garantiu recursos que não poderiam mesmo faltar lá na ponta. Difícil imaginar que esses programas serão utilizados em escala adequada pelos Estados que hoje precisam se ajustar.
Source: O Estado de S. Paulo February 15, 2021 23:26 UTC