Para os brasileiros que em três meses vão trocar seus prefeitos num cenário de desmotivação recorde, Romer é uma oportunidade. O otimismo latente em suas propostas resultou num mantra: "Uma crise é uma coisa terrível demais para ser desperdiçada". Esse fenômeno pode acontecer em São Paulo, que há décadas debate o que fazer com o Minhocão sem chegar a encaminhamento definitivo. Romer defende que as mudanças que têm mais impacto para o progresso são as que acontecem nas cidades —e não as decorrentes das grandes decisões nacionais. No deserto de decisões brotou uma ideia politicamente correta —trocar o nome do elevado de Costa e Silva para João Goulart —, para depois ver se ali serão plantadas flores ou dinamites.
Source: Folha de S.Paulo July 21, 2016 05:03 UTC