É sua eterna indecisão sobre a qual mundo ela aspira pertencer que acaba guiando a trama de “A Febre”, mesmo que Vanessa sirva de coadjuvante para Justino, protagonista vivido por Regis Myrupu. Foi no Festival de Brasília que “A Febre” mostrou sua força, ao embolsar cinco prêmios, incluindo o de melhor filme, em 2019. Eles tinham uma outra relação com a floresta e nos ajudaram a ler os sinais antes de entrarmos nela”, afirma. “Há hoje uma efervescência cultural entre os indígenas que faz com que os não indígenas passem a ter acesso a um novo mundo, a uma produção com outras epistemologias. Não corresponde à construção da nossa sociedade ocidental”, diz a cineasta, que é carioca e que afirma que a confecção de “A Febre” foi bastante colaborativa.
Source: Folha de S.Paulo February 15, 2021 23:03 UTC