A razão é o mal-estar causado pelo peso das dívidas no orçamento familiar. A queda de popularidade do presidente seria resultado da equação perversa do endividamento elevado com o escândalo do Master. O risco eleitoral agora é a prova de que o Desenrola, programa de renegociação de dívidas, prioridade máxima do início do governo, falhou, como também a tentativa de turbinar o crédito a todo custo. Do outro lado, o endividamento turbinado por taxas elevadíssimas do cartão de crédito, que não são muito diferentes daquelas praticadas quando a Selic estava em 2%. Foi nesse período que mais cresceu o endividamento, o que reforça a tese de que há uma baixa correlação entre a Selic e as taxas pagas pelas pessoas físicas.
Source: Folha de S.Paulo March 26, 2026 13:17 UTC